COMPREENSÃO DE TEXTO – LEIA
E RESPONDA
Repórter ou modelo?
Inicia-se o telejornal. Do lado de trás
de bancada, dois âncoras, normalmente um homem e uma mulher. Eles se vestem
bem, o cabelo está impecável. A maquiagem, em ambos, esconde eventuais rugas ou
imperfeições. Cenário montado: tamanha produção dá uma suposta credibilidade.
Dizem que pessoas vistosas se destacam num ambiente. A televisão do século 21
confirma isso.
O perfil engomado dos apresentadores de
TV não é uma novidade. O que representa uma novidade é a escolha a dedo de
repórteres que participam do programa. Dificilmente uma pessoa fora dos padrões
ganha uma oportunidade, exceção feita, talvez, a profissionais mais antigos,
cujas idades e experiência justificam sua presença. Antes da era digital, da
era high definition, os jornalistas não eram tão
bonitos e bonitas quanto são hoje.
Eles desfilam elegantes ternos.
Ombreiras erigem um corpo esbelto, bem cuidado, de alguém que resguarda sérias
preocupações com físico. Não há jornalistas cheinhos na televisão. No rádio e
no jornal… bem, aí a realidade muda, pois aparecer não é foco. Nesses casos,
basta a voz ou as palavras. Na TV, os repórteres abandonaram a casualidade
típica dos jornalistas e assumiram uma vestimenta corporativa. O jeito que você
se veste diz muito sobre você.
Elas, por sua vez, são beldades. Vestem
roupas elegantes e usam saltos altos, de modo a endireitar a postura do corpo.
A maquiagem reforça traços que já são belos. Há muito espaço, nesse contexto,
para machismos velados. Programas esportivos adoram vulgarizar as mulheres. Colocam
a beleza feminina como principal informação do esquete, independentemente dos
conteúdos que elas possam compartilhar. O mais importante é a informação.
Talvez seja pela exigência da beleza na
televisão que muitos jornalistas, de ambos os sexos, sejam aproveitados em
programas de entretenimento. Logo na sequência estão estampando propaganda de
grandes marcas de roupas, beleza ou maquiagem. Os investidores sabem que o belo
dá audiência, mesmo que a audiência não se edifique somente com o belo. Há
muita beleza por aí. Informação de credibilidade, nem tanto.
Adaptado
de (http://observatoriodaimprensa.com.br/tv-em-questao/reporter-ou-modelo/)
1) De acordo com o texto, podemos dizer
que:
a) o
autor está na dúvida se prefere falar de repórteres ou de modelos.
b) o
autor questiona modelos que apresentam telejornais.
c)
os apresentadores preocupam-se demais com sua imagem.
d)
vivemos a era da imagem para legitimar confiança.
e) a
televisão deprecia pessoas vistosas.
2) O autor traz ,como novidade ao mundo
da televisão, a escolha de:
a)
pessoas bem-vestidas.
b)
pessoas bem-humoradas.
c)
pessoas com credibilidade.
d)
pessoas de agência de modelos.
e)
pessoas escolhidas minuciosamente.
3) Em relação ao segundo parágrafo
especificamente, percebemos que pessoas fora do padrão de beleza:
I – nunca têm oportunidade como
apresentadoras de televisão.
II – só têm oportunidade em programas de
humor.
III – só têm oportunidade em televisão
quando são experientes.
Quais
estão de acordo com o texto?
a) I,
II e III.
b) I
e II.
c) II.
d) III.
e) II
e III.
4) No quarto parágrafo, o autor:
a) aborda
como se vestem os homens.
b) detalha
as cores de maquiagem mais utilizadas pelas apresentadoras.
c) critica
alguns aspectos negativos sobre as mulheres em programas esportivos.
d) valoriza
o lado feminino das repórteres em programas de culinária.
e) defende
um novo jeito de se fazer televisão no Brasil.
5) O autor, ao concluir o texto, questiona
a confiabilidade da informação.
( )
CONCORDO ( )
DISCORDO
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